segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

COMO AS FRATURAS SÃO CONSERTADAS?

Se você enfrenta problemas com o motor do carro, você o leva ao mecânico. Caso o problema seja o encanamento, você chama o encanador. E se você fratura uma perna, a ação natural é visitar um médico. Mas ao contrário de outras coisas que podem ser quebradas na vida, os ossos começam por conta própria o seu conserto antes mesmo de você chegar à sala de espera.

O corpo humano possui uma espantosa capacidade de se auto-consertar, que permite que ele se recupere de uma série de doenças e lesões. Ocasionalmente, as fraturas podem ser consertadas de maneira tão perfeita que, em poucos meses, nem mesmo um raio-x é capaz de detectar a linha original da fratura.
Os médicos muitas vezes desempenham papel vital no processo de cura dos ossos, mas o que esses especialistas fazem é basicamente ajudar no processo natural de cura, oferecendo condições para o conserto e a recuperação desses ossos. O resto do trabalho cabe às células do paciente.
Mas como funciona esse notável processo biológico? Como pode um membro fraturado recuperar a força que tinha originalmente? Para compreender, primeiramente é preciso observar mais de perto do que são feitos os ossos.
            

             Tipos de fraturas




Quando se trata de ossos quebrados, a lesão mais simples que se pode esperar é a fratura simples ou fechada, sem desvio do osso ou perfuração da pele. Como o nome indica, o osso se quebra de maneira simples, em um lugar apenas, sem trauma adicional. Outros tipos de lesões podem não ser tão fáceis de ser reparadas.
  • Fratura exposta - o osso quebrado perfura a pele.
  • Fratura impactada - uma ponta do osso fraturado é empurrada contra outra.
  • Fratura cominutiva - parte do osso se estilhaça em fragmentos.
  • Fratura parcial - o osso se dobra e racha, mas sem quebrar.
  • Fratura por avulsão - uma poderosa contração muscular separa o tendão do osso, forçando uma fratura.
  • Fratura patológica - ossos enfraquecidos por uma doença se quebram mesmo diante de impactos fracos.



     O processo de reparação dos ossos


É fácil pensar nos ossos como matéria sólida e morta, sobre a qual repousam tecidos vivos, mas o esqueleto é parte tão viva do organismo quanto os tecidos ou os órgãos. O corpo armazena minerais nos ossos compactos, produz glóbulos vermelhos na medula óssea vermelha e armazena gordura na medula óssea amarela.
É importante lembrar que os ossos estão constantemente mudando. Células conhecidas como osteoclastos constantemente dissolvem os ossos velhos, de modo que os osteoblastos possam substituí-los por novo tecido ósseo - um processo conhecido como remodelamento ósseo. Um outro tipo de célula, conhecido como condroblasto, forma novas cartilagens. Essas são as três células primordialmente responsáveis pelo crescimento dos ossos - e não só pelo crescimento ósseo que as pessoas experimentam no começo da vida. Esse constante remodelamento de ossos gradualmente substitui o tecido ósseo antigo por tecido novo, ao longo de meses.



           Os riscos para os ossos


Você corre o risco de quebrar um osso? A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos relata que homens com menos de 45 anos experimentam os maiores riscos de fratura, e que mulheres na menopausa e acima dos 45 anos sofrem o maior número de fraturas. O rádio, um osso do pulso, é o que mais costuma quebrar, pelo menos entre as pessoas com menos de 75 anos. Entre os idosos, fraturas de bacia são muito mais comuns.
Quase imediatamente depois da quebra, o corpo começa a tentar corrigir o problema. Os médicos costumam dividir o processo em quatro fases.
  1. Quando um osso se quebra, a fissura também rompe os vasos sangüíneos que percorrem todo o comprimento do osso. O sangue vaza dessas veias e rapidamente forma um coágulo chamado de hematoma no local da fratura. Isso ajuda a estabilizar o osso e a manter as duas partes alinhadas para a cura. O coágulo também interrompe o fluxo de sangue para extremidades partidas dos ossos. Sem receber sangue, essas células ósseas rapidamente morrem. Seguem-se inchaço e inflamação, devido ao trabalho das células que estão removendo tecidos mortos e danificados. Pequenos vasos sangüíneos se estendem até o hematoma sobre a fratura a fim de alimentar o processo de cura.

  1. Depois de diversos dias, o hematoma sobre a fratura se transforma em um tecido mais duro que forma o calo mole. Células conhecidas como fibroblastos começam a produzir fibras de colágeno, a mais importante proteína dos ossos e do tecido conectivo. Depois, os condroblastos começam a produzir um tipo de cartilagem conhecida como fibrocartilagem, que transforma o calo em um calo fibrocartilaginoso, mais duro. Esse novo calo preenche o espaço entre as partes fraturadas do osso, e dura aproximadamente três semanas.


  1. Em seguida, os osteoblastos começam a produzir células ósseas, formando o calo ósseo. Essa cobertura rígida dura de três a quatro meses e oferece a proteção e a estabilidade necessárias para que o osso entre em seu estágio final de cura.



  1. A essa altura, o corpo estabeleceu a posição do osso dentro dos músculos, começou a reabsorver porções mortas de osso e criou um calo duro para ocupar o espaço entre as duas porções do osso fraturado. Mas esse tecido ainda precisa de muito trabalho antes que o osso possa absorver a carga costumeira de peso. Osteoclastos e osteoblastos passam meses remodelando o osso e substituindo o calo ósseo por matéria óssea compacta, de maior dureza. Essas células também reduzem o volume do calo ósseo e devolvem o osso ao seu formato original. A circulação sangüínea no osso melhora e o influxo de nutrientes que ajudam a reforçar os ossos, como ocálcio e o fósforo, dão maior resistência ao osso.
Mas mesmo no mais simples dos casos, as fraturas requerem atenção médica para que a cura seja a mais segura possível.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DENSITOMETRIA ÓSSEA




A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.
Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos.
Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.
As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.
Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e consequente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.
É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.
É o único exame de imagem preventivo de doenças.
O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum
O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada com base nos resultados obtidos com a densitometria.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

POLITRAUMATISMOS





Traumatismos: são lesões provocadas por forças externas, que podem ser tanto um objeto chocando-se contra o corpo humano, ou o corpo humano chocando-se contra um objeto.
Trauma contuso

O trauma contuso ocorre quando há transferência de energia em uma superfície corporal extensa, não penetrando a pele. Existem dois tipos de forças envolvidas no trauma contuso: cisalhamento e compressão.
O cisalhamento acontece quando há uma mudança brusca de velocidade, deslocando uma estrutura ou parte dela, provocando sua laceração. É mais encontrado na desaceleração brusca do que na aceleração brusca.
A compressão é quando o impacto comprime uma estrutura ou parte dela sobre outra região provocando a lesão.
Trauma penetrante

O trauma penetrante tem como característica a transferência de energia em uma área concentrada, com isso há pouca dispersão de energia provocando laceração da pele.
Podemos encontrar objetos fixados no trauma penetrante, as lesões não incluem apenas os tecidos na trajetória do objeto, deve-se suspeitar de movimentos circulares do objeto penetrante. As lesões provocadas por transferência de alta energia, por exemplo, arma de fogo, não se resumem apenas na trajetória do PAF (projétil de arma de fogo), mas também nas estruturas adjacentes que sofreram um deslocamento temporário.
Politraumatismo: são lesões múltiplas de diversas naturezas que podem comprometer diversos órgãos e sistemas de um individuo.
Obs: Até  que se prove o contrário, o indivíduo  está sob risco iminente de morte devido a lesões que podem afetar os órgãos.


Causa do traumatismo:
Colisão automobilística
Atropelamento
Quedas
Agressões física (brigas).
Arma de fogo
Arma branca (faca, tesoura e etc.)
Tipos:
Traumatismo cranioncefálico
Traumatismo torácico
Traumatismo abdominal
Traumatismo músculo esquelético
Traumatismo da face
Traumatismo ósseo  e etc.


O que fazer:
Se a vítima estiver consciente tentar acalmá-la;
Mantê-la confortavelmente aquecida;
Vigiar a respiração e o pulso;
Avaliar a vitima
Fazer o primeiro socorro indicado para cada um dos traumatismos;
Transportar a vítima urgentemente para o Hospital, escolhendo a posição de transporte mais aconselhável.
O que não deve fazer:
Deslocar a vítima; se houver absoluta necessidade de a remover do local deve proceder como o indicado para traumatismos de coluna.


                                           Avaliação da vitima  

Exame da vítima: É importante avaliar a vítima ,para detectar  a probabilidade de certas lesões. Devendo-se observar:
·        Pulso: Quando a pulsação estiver abaixo de 60 batimentos/minuto pode indicar estado de choque. A ausência de pulsação pode indicar parada cardíaca, onde deverá ser feita a reanimação cardiopulmonar, imediatamente.
·        Respiração: Normalmente a respiração de um adulto é de 16 a 18 movimentos respiratórios por minuto, se a respiração estiver rápida e superficial pode indicar estado de choque, se profunda e penosa pode significar obstrução das vias respiratórias ou doença cardíaca. A ausência de respiração pode indicar parada respiratória, já a respiração com eliminação de sangue (boca ou nariz) e tosse podem indicar danos nos pulmões por fratura de costelas.
·        Pupilas: Pupilas contraídas podem indicar vício de drogas ou doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, quando dilatadas podem significar estado de relaxamento e inconsciência. Essa dilatação pode ser devida a ataques cardíacos ou envenenamento por drogas ou álcool. As pupilas quando desiguais (anisocoria) denunciam traumatismos cranianos.
·        Cor da pele: A pele pálida ou acinzentada indica circulação insuficiente, a pele azulada ou arroxeada significa queda da oxigenação no sangue, podendo ocorrer nas paradas cardio-respiratórias, já a pele avermelhada pode indicar inicio de envenenamento por monóxido de carbono ou traumatismo craniano.
·        Estado de consciência: Pergunte a vitima onde está, nome, qual o dia da semana. Respostas erradas podem significar traumatismos cranianos e envenenamento.
·        Capacidade de movimentação: Paralisia de um dos lados do corpo, inclusive da face, pode indicar hemorragia cerebral ou intoxicação por drogas. Paralisia das pernas pode indicar fratura de coluna abaixo do pescoço, paralisia de braços e pernas pode denunciar fratura ao nível do pescoço.
·        Reação à dor: A incapacidade de movimentos geralmente esta associada à insensibilidade à dor. Queixa de torpor ou formigamento (parestesia) nas extremidades pode significar trauma na coluna.
·        Temperatura do corpo: Temperatura baixa (menos de 36 graus) pode indicar estado de choque, hemorragias, início de insolação, exposição prolongada ao frio. Temperatura acima do normal pode ser decorrente de febre ou de exposição a calor excessivo.
Observados todos os critérios acima descritos, é importante proceder à imobilização da vítima e aguardar a chegada de socorro, para que a mesma possa ser imediatamente transferida para o hospital.

Tomografia computadorizada:
Ocupa cada vez mais, lugar de importância na avaliação do paciente traumatizado. Pode demonstrar, em algumas situações, alterações não detectadas na radiografia convencional, sendo mais sensível que ela na avaliação do parênquima pulmonar e da cavidade pleural.
Fratura externa e escapulares são bem evidenciadas pela tomografia computadorizada, sendo ela ainda, método de grande sensibilidade na detecção de lesões da coluna vertebral, como as fraturas de corpo vertebral, compressão medular por fragmentos ósseos, hematoma subaracnóideo e transecção medular.
No alargamento de mediastino, identificado na radiografia de tórax, a TC é útil em demonstrar a presença ou não de hematoma mediastinal. Não é sensível na localização do sítio de sangramento, reforçando nestes casos a necessidade de arteriografia.


 Traumatismo cranioencefalico



   O TCE constitui qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges ou encéfalo. É a causa de morte mais freqüente entre os 2 e 42 anos de idade .

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma agressão ao cérebro, não de natureza degenerativa ou congênita, mas causada por uma força física externa, que pode produzir um estado diminuído ou alterado de consciência, que resulta em comprometimento das habilidades cognitivas ou do funcionamento físico. Pode também resultar no distúrbio do funcionamento comportamental ou emocional. Este pode ser temporário ou permanente e provocar comprometimento funcional parcial ou total, ou mau ajustamento psicológico.O TCE pode ser provocado por acidente de trânsito,quedas e outras causas como agressões e projétil de arma de fogo.



TIPOS DE TCE:

Ø  Traumatismos cranianos fechados:
Quando não há ferimentos no crânio ou existe apenas uma fratura linear. Estes podem ser subdivididos em: concussão (aquele sem qualquer lesão estrutural macroscópica do cérebro), e aquele com destruição do parênquima cerebral onde há edema, contusão, laceração ou hemorragia. Concussão é uma breve perda de consciência depois do traumatismo sendo atribuída por uma desconexão funcional entre o tronco cerebral e os hemisférios e geralmente recobre a consciência antes de 6 horas.

Ø  Fratura com afundamento do crânio: o pericrânio está íntegro, porém um fragmento do osso fraturado está afundado e comprime ou lesione o cérebro;

Ø  Fratura exposta do crânio: indica que os tecidos pericranianos foram lacerados e que existe uma comunicação direta entre o couro cabeludo lesionado e o parênquima cerebral através dos fragmentos ósseos afundados ou estilhaçados e da dura.


        
          Traumatismo na coluna cervical  e  Medula espinhal

A coluna cervical é uma das mais importantes e delicdas áreas do corpo humano pois no centro da coluna vertebral encontramos a medula óssea e ela é responsável pela importante tarefa de cordenar a distribuição dos estímulos nervosos para todo o corpo.

Embora os ossos duros da coluna espinhal protejam os tecidos moles da medula espinhal, vértebras podem quebrar ou deslocar de formas variadas e causar lesões por traumatismo à medula espinhal.
Lesão e trauma podem ocorrer em qualquer nível da medula espinhal. O segmento da medula espinhal que sofre trauma ou compressão, e a gravidade da lesão, determinarão que funções corporais serão comprometidas ou perdidas. Uma vez que a medula espinhal age como a principal via de transmissão de informações entre o cérebro e o resto do corpo, trauma na medula espinhal pode ter conseqüências significativas.
Causas de trauma na medula espinhal que podem deixar a pessoa paraplégica ou tetraplégica

Quedas catastróficas, ser jogado de um cavalo ou pelo pára-brisa de um veículo, ou qualquer forma de trauma físico que provoca esmagamento e compressão das vértebras no pescoço, pode causar dano irreversível em nível cervical da medula espinhal e abaixo. O resultado mais provável é a paralisia da maior parte do corpo incluindo braços e pernas, deixando a pessoa tetraplégica. Acidentes de automóveis são freqüentemente responsáveis pr trauma na medula espinhal no meio das costas, o que pode causar paralisia no tronco inferior e extremidades inferiores, deixando a pessoa paraplégica.
Outros tipos de lesões que penetram diretamente na medula espinhal, como feridas de faca ou arma de fogo, também podem cortar parcialmente ou completamente a medula espinhal e criar incapacitações para toda a vida.

A maioria das lesões na medula espinhal não a cortam completamente. O trauma na medula espinhal mais provavelmente causa fraturas e compressão de vértebras, as quais então esmagam e destroem os axônios, extensões de células nervosas que carregam sinais entre o cérebro e resto do corpo pela medula espinhal. Um trauma na medula espinhal pode danificar alguns, muitos ou quase todos esses axônios. Algumas lesões podem ser recuperadas quase completamente. Outras resultarão em paralisia completa.
Tratamento e esperança de cura para tetraplégicos e paraplégicos

Até a Segunda Guerra Mundial, um trauma sério na medula espinhal geralmente significava morte certa ou, na melhor das hipóteses, confinamento na cadeira de rodas e luta permanente para sobreviver a complicações secundárias como problemas respiratórios e coágulos sanguíneos. Porém, hoje em dia, as melhorias nos cuidados de emergência para pessoas com trauma na medula espinhal, tratamento moderno e reabilitação podem minimizar os danos ao sistema nervoso e até restaurar certas habilidades limitadas.
Avanços nas pesquisas estão dando a médicos e pacientes esperança que todas as lesões em medula espinhal tenham eventualmente cura. Com novas técnicas cirúrgicas e avanços no desenvolvimento de regeneração do nervo espinhal, o futuro de pessoas que ficaram tetraplégicas e paraplégicas devido a trauma na medula espinhal parece cada vez mais promissor.







Traumatismo do tórax (TT)

Introdução
Nos pacientes com trauma de tórax, as condições fisiopatológicas que se instalam são rapidamente progressivas, podendo em algumas situações levar a morte em questão de minutos. Nestes pacientes o conhecimento desta fisiopatologia e o uso de manobras na maioria das vezes simples, podem determinar uma mudança radical em sua evolução.   Menos de 15% dos traumatismos de tórax requerem tratamento cirúrgico realizado por especialista, desta forma, mais de 85% destes traumas podem e devem ser tratados, na fase aguda, por médicos gerais, mesmo que tenham apenas conhecimentos cirúrgicos básicos.
São lesões que assumem fundamental importância, pois a dor causada por elas dificultam a respiração e levam ao acúmulo de secreção.
 Abordagem inicial do traumatizado de tórax:

Nem sempre é possível obter uma história completa das condições nas quais o trauma ocorreu. Entretanto, é importante se definir alguns aspectos relacionados aos mecanismos causadores das lesões.Nas feridas por arma branca determinar o tipo de agente é fundamental. Alguns, como a navalha, têm grande poder de corte, porém baixo poder de penetração; outras como os punhais produzem feridas parietais mínimas, com grande poder de penetração e elevado índice de lesões viscerais, que muitas vezes não são valorizadas pelo mínimo aspecto externo da ferida.Nas lesões produzidas por arma de fogo, os projeteis de elevada massa e alta velocidade ( exemplo: bala de fuzil ), produzem grande liberação de energia cinética que se dissipa nos tecidos, resultando em maiores danos sobre os mesmos. A distância da qual é feito o disparo também tem valor na determinação da gravidade das lesões. Uma ferida por escopeta a longa distância, produz inúmeras lesões puntiformes distribuidas por uma extensa área corporal, eventualmente de menor gravidade. Esta mesma arma tem elevado poder de destruição tissular quando usada a curta distância.Em acidentes automobilísticos deve-se caracterizar o tipo de veículo ou veículos envolvidos, e se determinar de forma detalhada aspectos relacionados ao acidente (atropelamento, colisão frontal, lateral, com ou sem capotamento). É importante questionar a presença de vítimas fatais no mesmo acidente além de se determinar qual o grau de dano ao compartimento de passageiros, a velocidade do veículo e o uso ou não de equipamentos de segurança. Todas estas informações são úteis para caracterizar as situações onde lesões específicas e graves podem estar presentes.


Complicações :
Afundamento do tórax com prejuízo das atividades cardíacas.
Hemorragias internas e externas.
Distúrbios respiratórios.
Classificação:
É classificada quanto ao tipo da lesão  
Aberto: provocada por arma de fogo ou arma branca arma branca materialperfurantes ou corto cortudentes.
Fechado: impacto do toráx. O tipo mais comum dessa categoria de trauma é representado pelos acidentes automobilísticos.
Pneumotórax:acumulo de arentre o revestimento pleural,ocasionando um bloqueio da expansão dos pulmões,comprometendo a adequada ventilação e absorção de oxigênio.
Hemotórax:concentração de sangue no espaço interpleural
Ø  Pode originar-se rompimento das artérias e lesão cardíaca
Ø  Procedimento médico –drenagemtoracica e reposição de sangue.

Lesão cardíaca: Requer intervenção imediata
Lesão nos pulmões: ventilação mecânica
Tratamento:
È feito pelo controle da dor e fisioterapia respiratória, sendo que nos casos mais graves é indicada a intubação orotraqueal (IOT) com ventilação mecânica assistida, além de reposição volêmica. É importante, então, frisar que a terapêutica inicial inclui a correção da hipoventilação, a administração de oxigênio umidificado e a reposição volêmica e a terapia definitiva consiste em reexpandir o pulmão, garantir a oxigenação mais completa possível, administrar líquidos judiciosamente e fornecer analgesia para melhorar a ventilação. Deve-se lembrar que está totalmente contra-indicada a imobilização da caixa torácica, pois esta, além de não proporcionar melhor prognóstico, ainda diminui a amplitude respiratória e favorece o acúmulo de secreções.


                          Traumatismo abdominal


O abdome é frequentemente lesado tanto em traumatismo aberto como fechados  25% das vitimas necessitam de tratamento cirúrgico,frequentemente associado á outros tipo de traumatismos de difícil diagnostico mesmo no hospital.
Tipo:

Lesão aberta: rompimento dos tecidos provocados por lâminas ,arma de fogo e etc.
os órgãos mais atingidos são  fígado,estômago,rins e intestinos.

Lesão fechada : Não há rompimento dos tecidos,mas pode atingir órgãos como fígado,intestino,rins,bexiga,estômago,pâncreas.


                              Causa

Ø Chutes
Ø  Socos pauladas
Ø  Colisões e etc.

                           
                               Sintomas

Ø  Dor constante
Ø  Dormência
Ø  Formigamento
Ø  Rigidez dos músculos abdominais
Ø  Edema
Ø  Alteração dos padrões cardiorrespiratórias e etc.



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Radioterapia



A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada.

As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.

A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.
 

Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.


Radiossensibilidade e radiocurabilidade
A velocidade da regressão tumoral representa o grau de sensibilidade que o tumor apresenta às radiações. Depende fundamentalmente da sua origem celular, do seu grau de diferenciação, da oxigenação e da forma clínica de apresentação. A maioria dos tumores radiossensíveis são radiocuráveis. Entretanto, alguns se disseminam independentemente do controle local; outros apresentam sensibilidade tão próxima à dos tecidos normais, que esta impede a aplicação da dose de erradicação. A curabilidade local só é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais, mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais.
 


Indicações da radioterapia
Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional, pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. Em combinação com a cirurgia, poderá ser pré-, per- ou pós-operatória. Também pode ser indicada antes, durante ou logo após a quimioterapia.

A radioterapia pode ser radical (ou curativa), quando se busca a cura total do tumor; remissiva, quando o objetivo é apenas a redução tumoral; profilática, quando se trata a doença em fase subclínica, isto é, não há volume tumoral presente, mas possíveis células neoplásicas dispersas; paliativa, quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão, como, por exemplo, o ovário, para se obter a castração actínica.
 


Fontes de energia e suas aplicações 
São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica, liberando raios X e elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo, como, por exemplo, pastilhas de cobalto, as quais geram raios gama. Esses aparelhos são usados como fontes externas, mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro (teleterapia). Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões superficiais, semiprofundas ou profundas, dependendo da qualidade da radiação gerada pelo equipamento.
Os isótopos radioativos (cobalto, césio, irídio etc.) ou sais de rádio são utilizados sob a forma de tubos, agulhas, fios, sementes ou placas e geram radiações, habitualmente gama, de diferentes energias, dependendo do elemento radioativo empregado. São aplicados, na maior parte das vezes, de forma intersticial ou intracavitária, constituindo-se na radioterapia cirúrgica, também conhecida por braquiterapia.
No quadro abaixo estão relacionadas as diversas fontes usadas na radioterapia e os seus tipos de radiação gerada, energias e métodos de aplicação.
Fonte
Tipo de radiação
Energia
Método de aplicação
Contatoterapia
Raios X (superficial)
10 - 60 kV
Terapia superficial
Roentgenterapia
Raios X (ortovoltagem)
100 - 300 kV
Terapia semiprofunda
Unidade de cobalto
Raios gama
1,25 MeV
Teleterapia profunda
Acelerador linear
Raios X de alta energia e elétrons*
1,5 - 40 MeV
Teleterapia profunda
Isótopos radioativos
Raios gama e/ou beta
Variável conforme o isótopo utilizado
Braquiterapia
* Os feixes de elétrons, na dependência de sua energia, podem ser utilizados também na terapia superficial
As unidades internacionalmente utilizadas para medir as quantidades de radiação são o röentgen e o gray. O röentgen (R) é a unidade que mede o número de ionizações desencadeadas no ar ambiental pela passagem de uma certa quantidade de radiação. Já o gray expressa a dose de radiação absorvida por qualquer material ou tecido humano. Um gray (Gy) corresponde a 100 centigrays (cGy).


Efeitos adversos da radioterapia
Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.
Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios.
Os efeitos imediatos são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa, como as gônadas, a epiderme, as mucosas dos tratos digestivo, urinário e genital, e a medula óssea. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de quimioterápicos. Manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão (leucopenia e plaquetopenia) e devem ser tratados sintomaticamente, pois geralmente são bem tolerados e reversíveis.
Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alterações de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados.
Todos os tecidos podem ser afetados, em graus variados, pelas radiações. Normalmente, os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos.